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O Refluxo tava passando o som. Tinha bateria eletrônica, um laptop, pedais de efeito e um senhor ampli de baixo. Nisso, fomos matar a fome ali no trailler. Lanche descomunal pra todo mundo, chuva (sempre chove quando tocamos em Pinda! É pessoal isso, é?), histórias by Léo Vinhas, WD40 e o busão fretado pro Radiohead, um baixista que não ia ao show porque no mesmo dia teria o Timão contra o Peixe e por aí vai. Quando voltamos pra Óbvio já tava rolando o Refluxo. Classe! Bateria eletrônica, Doctor Avalanche neles. uhúúú! Depois ficamos lá na sinuca jogando e bebendo e fazendo um set-list. De repente, BLAM!!!, um corsa atravessa a milhão o cruzamento, pega outro carro, que vai pracima de umas motos, aí cai uma, vira outra e fica os dois carros virados ali, bem debaixo da portaria da Óbvio. Vixe, começou bem, nénão? Só faltava na pista estar rolando Motorhead. Aí seria demais... Refeitos do susto começou o show das Maquiladoras. E encheu a pista. Novamente, mandaram ver os sons que fizeram todo mundo cantar e pular junto com a Tânia. E teve sons novos também. Que serão gravados em breve (comentários à boca pequena, ok?). Elas ainda não sabem que a gente sabe e que quer o disco e que se elas não aparecerem lá em Mogi com o disco vai ter trêta. Ah, vai... Depois veio o Seamus. Vixe, lá se vão os amplis – pensamos de canto. E eles tinham tocado no dia anterior em Taubaté. E parece que deu zica com horário, com nêgo mala, algo assim. E eles tavam meio mordidos com isso. E aí que eles resolveram descontar em quem tava na Óbvio. Por que tocaram com raiva e determinação. Alto pra caralho. Encarando o povo. Não deixando cair a peteca. E foi assim o show inteiro. De posse da espada de samurai que demos pro Meteoro de presente, o estress da noite anterior já era. E teve a música nova que tá no myspace deles. Vai aqui e ouça. (ah, e para alegria geral, os amplis agüentaram o tranco. Aeeee!) Após o Seamus, tomamos umas doses, falamos com o povo, marcamos pseudos-turnês pelo país e aí fomos escalados pra cumprir o dever cívico do rock. Passamos o som punkamente daquele nosso jeito. O brother lá da mesa fez um corre e botou baixo em linha, regulou mics, acertou aqui, apertou ali e disse: “Vaaaaaii!”. E aí foi o Granada. 8 músicas do disco. Mais uma de outro disco. E disseram que tava alto pra caralho. E disseram que foi bom. Nossos amigos disseram. E, por definição, nós acreditamos nos amigos. Então tá tudo certo. O show acabou com berros a plenos pulmões de “vou beber nas suas custas...!”. Aí fomos beber mais uns goles e jogar sinuca. As Maquiladoras contando do barato de tocar fora de São Paulo, o amigo fã do Patife Band pedindo pra tocarmos uma música deles, a promessa de uma camiseta a ser entregue em Mogi, e por aí vai. Lá pelas 3h30 pegamos a estrada pra Osasco. Lá pelas 6h da manhã deixei o último La Carne são e salvo em sua casa. Depois passei na padaria e comprei pão e mortadela. Fui pra casa. Entrei. O cachorro tinha mijado na entrada da sala. Só vi quando pisei, claro. E ele ficou rolando e querendo brincar enquanto eu limpava o chão. Pois é, mór legal voltar pra casa depois de viajar pra tocar. ... Eu gosto. ... ... PUFFF! Apaguei.
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