|
Chegamos, trombamos nosso brother Ortega (Orgânica) e já agilizamos a passagem de som. Meio alto, meio baixo, mais grave, mais agudo e por aí foi. Depois os Jokers ficaram lá passando o som deles e nós rumamos pro boteco do lado. Aí que tava saindo um senhor bolo de milho. Mas ficamos no uisquinho e na cerva com salgadinho Torcida (calabreza, bacon, etc. supimpa!) De repente, lá pelas tantas, a gente se ligou que até que tava chegando bastante gente no lugar. Um monte de carro, gente chegando a pé, gente no boteco e, pra nossa alegria, vários amigos de longa data da cidade lá de Osasco. Tuto bona gente. Depois de matar a última dose, resolvemos encarar a fila e entrar no Berlim. Nisso, entra o segurança, pára em um lugar da fila e solta: “daqui pra trás não entra mais ninguém!”. Ahn? Whatahell? “Sabe o que é, a gente vai tocar aí e esses são nossos amigos. Eles tem (é assim? sem acento mesmo?) que entrar”. Papo vai papo vem, tudo deu certo e todo mundo caiu pra dentro. E era verdade, não dava nem pra andar direito no lugar. 200? 300? 3500 pessoas? Enfim, só sei que pra pegar uma cerva era um trabalho digno de Hércules. Nisso os Jokers começaram o seu show. Riffs, vinhetas dos Simpsons e vinha chegando gente e se aglomerando na fila do gargarejo. Depois rolou som na pista e avisaram que a gente já ia subir e era pra se arrumar e tinha meia-hora e a água tava ali e que tudo ia dar certo e que depois eu quero um Granada. Mais ou menos isso. A gente arrumando o som e rolando na pista um Sisters of Mercy, Lucrecia my reflection. Mór legal. Quando começamos, o som tava alto pra galera e meio baixo pra gente. Normal, aumenta daqui, acerta dali, Seo Ortega indo e vindo e pilotando a mesa, foi melhorando e, no fim, tudo deu certo. É nessas horas que os ensaios sagrados são a salvação da classe trabalhadora, nénão? Aí que nós tínhamos exatos 30 minutos. E não deu outra, mandamos os sons do Granada. O som tava alto, ia ser legal. E que classe trombar gente que comprou o cd pela internet, pela rua, enfim, por aí, e ver os caras com a música na ponta da língua. Uma menina pedia “Granada” e outro mandava “vai lavar essa cara rapaz!”. E a gente queria água, cerveja, cerveja, água. Depois do som tóca encarar o zilhão de pessoas pra estender a mão e implorar por uma bebida ou um canto pra descansar o esqueleto depois do dever cumprido. E foi assim o show no Berlim. E mais uma vez, muito obrigado a todos os comparsas que sempre estão junto com a gente. Até aonde a gente for. Um brinde!
|
|||