MUTIRÃO CULTURAL NA QUEBRADA
Festa de aniversário de 45 anos da Vila Menck



O lance do Mutirão Cultural na Quebrada foi na Vila Menck, bairro da Zona Norte de Osasco. E além de shows, exposições, artesanato e barracas de comida, o evento comemorava a festa de aniversário de 45 anos do bairro.

E como a gente caiu num esquema desses? Aí que os caras do coletivo de lá foram um dia lá no Cicas. E aí calhou de nesse dia a gente estar tocando na festa de 4 anos do Cicas, lembra da festa? E aí os caras ficaram brothers do Sinfonia e nisso nos convidaram e aí já era. Em Osasco? Na rua? De grátis? Demorô, né?  

Quando chegamos já tava rolando um monte de atividades desde às 10h da manhã. No rolê por ali encontramos Roger, Carol, uns amigos do Cicas, os caras do Mama Gumbo e uns trutas de miliano, ali de Osasco.

Tinha uma muvuca danada pra você ir de um palco a outro. Aí, no meio do caminho era inevitável parar e comprar um goró/dog da tia super simpática que atendia todo mundo com mó sorrisão na cara. “Ô tia, precisa arrumar um ajudante aí, hein?”. “ixi menino, preciso arrumar é mais pão porque já tá acabando!”. Sensacional!

Ah, e tava um-frio-da-porra!

E ó, mesmo assim, tinha um zilhão de gente circulando pra cima e pra baixo. O público variava em cada palco. Ora o de Rock tava cheio, ora o Regional enchia, aí esvaziava o rock, enchi o de Hip Hop etc. E por aí vai.

Aí começaram os shows.

Teve hardcore, punkrock com microfonia e sem baixo, banda com som próprio e cover de Rage Aginst the Machine e depois ainda teve Mama Gumbo e Pak. E o frio comendo solto.

O Mama Gumbo e o PAK foram um caso à parte.

Quem já viu o Mama Gumbo ao vivo sabe que os caras quando começam a tocar ninguém fica indiferente ao som deles. Aquele jazz-mambo-psicodelia espantou o frio e pouco a pouco ia colando mais e mais gente no show deles. Ah, vá, não conhece? Vai lá agora e ouça!

E se o Mama Gumbo começou a espantar o frio, o show do PAK mandou definitivamente pra longe o frio, os maus espíritos e os farsantes. E de quebra, ainda fez os que acham que show só-é-bom-quando-tem-muita-gente rever literalmente seus conceitos.

A entrega do PAK ao vivo é uma lição pra todo mundo. Roitman, que antes do show tava com o pé meio que enfaixado, largou a dor de canto e foi lá e tocou raivosamente. A bateria andou e ele na hora puxou ela de volta. Já o Roger levou um capote daqueles no palco quando a porra de uma tábua se soltou e fez o maluco voar direto pro chão. Aí, o mais lindo foi que a banda não parou de tocar e ele rapidão se levantou e bóra pro rock de novo. Classe A! Dessa vez, a única que saiu ilesa ali foi a Carol - que também já teve uns momentos bem suicidal em outros shows, diga-se de passagem.

Depois foi a gente.

Puuuta frio da porra. Não fosse aquele conhaque no palco a gente tinha congelado. E aí enquanto tocávamos quem tava ali eram basicamente nossos amigos de Óz, os PAK e um e outro cara da organização. Nisso já era umas 21h. E naquele friaca os cara estavam ali na resistência e fazendo a mó préza pra classe trabalhadora. Valeu mesmo trutas!

No final, atendendo aos pedidos, rolou até Jukebox – aquela música que a gente só toca quando as pessoas pedem porque a gente não ensaia ela e por isso cada vez ela sai de um jeito e na verdade mesmo com ensaio cada hora ela fica de um jeito mas a gente gosta assim porque no fundo nós somos mesmo é artistas em conflito com sua obra.

Mazomêno isso.

Mas ó, de verdade, valeu PAK’s pelo convite e valeu a todos os amigos e comparsas pela imensa brodagem. E tomara que ano que vem possamos participar de novo da festa.

Um brinde compañeros!

FIM