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O amor é fudido!
Definitivamente, Gothan-City está caminhando pro fim. Trânsito em pleno domingo, em toda marginal Pinheiros, depois em toda Bandeirantes e outras mais é de fuder.
Enfim, quando chegamos em Santo André já era 20h30 e na frente do Lolapalosa tinha uma galera esperando pro começo dos shows. Encontramos os Krias de Kafka, os caras do Espasmos do Braço Mecânico e mais alguns amigos de outros shows no ABC e de outras quebradas desse mundaréu.
O bar Lolapalloza tem por definição a apresentação de bandas cover. Aí que os caras do Krias - que criaram com mais uns amigos o Cenaandreense - foram lá e conseguiram uma data pra bandas que tem repertório próprio. E além do Krias, teve La Carne, Espasmos do Braço Mecânico, Juao Palmito e o talo da Pinha e Criaturas da Noite.
Quem abriu a noite foi o Juao Palmito e o talo da Pinha. O combo duas guitarras, baixo, vocal e, no lugar da bateria, um cajon tocado punkamente, é bem interessante. Classe!
Na sequencia foi o Espasmos do Braço Mecânico. Garagem, Hardcore e Punk Rock. Bateria quebrando e voando baqueta e depois a guitarra que desliga e pára tudo! E tudo isso alto pra caralho e num ritmo alucinado. Típico show de róque!
Aí foi a gente. Entre sons antigos e novos, mandamos nove musicas. Sim, músicas novas, pois ainda estamos em busca da canção perfeita. E olha, pra satisfação da classe trabalhadora, todo mundo veio junto. Rolou mó química ali no bar que fez nego colar no palco e, naquela meia hora de show, a gente se olhava e se emocionava.
Pois é, a gente sempre se emociona e sente frio na barriga. E é basicamente aquela ideia, já que não sabemos onde isso vai parar, então vamos curtir ao máximo a viagem, certo? E foi assim música após música. “Olha, agora nós vamos tocar uma música que fala de amor, relacionamento, compreensão e outras coisas da vida. E essa música se chama... DESGRAÇA!” No final, depois de fechar o set com Granada e Descida, rolou até intimação sangue-nozóio e faca na mão: “Toca Jukebox caralho!”.
Depois, no camarinzinho ao lado do palco, colou gente falando do som, das músicas novas, da gravação do acústico, tiramos fotos e ainda nos deram bebidas e abraços e confissões sinceras de quão importante é tocar a sua música.
Já que a fome atacava e ali do lado tinha uma padaria com coxinha e croassant e mini-bauru, não vi o show do Criaturas da Noite. Perdão compadres.
Quando voltamos quem tava no palco era o Krias de Kafka. Notas dissonantes, paradas abruptas, gritaria desenfreada e o melhor: personalidade. Segundo eles, o amor é fudido. E olha, foi bonito pra caralho e emocionante ver todo mundo berrando às duas da manhã da segunda-feira: “O AMOR É FUDIDO, MEU BEM!!!” Poesia pura.
E foi assim.
Ah, e na melhor da noite, um amigo lá, sob o efeito de álcool e outros alucinógenos, disse com toda a razão que só os doidos são capazes: “é mano, mesmo que não pareça, tocar rock não é um jogo perdido.”
E digo mais brother...
Sim, o amor é fudido...
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