|
No palco do Parque do Cordeiro, em Santo Amaro. Era o palco do underground do underground. Saímos de Osasco às 2 horas da tarde e fumos pra lá. Levamos com a gente duas testemunhas: nosso parceiro "Edu" EduZito (que atualmente tá morando em Curitiba fazendo umas paradas de vídeo), e também Ricardo Ventz - esse acabou de gravar um play e faz uns trampos de batéra na banda "cover dos Bíto" do Luiz Thunderbird. Chicão apareceu com uns charuto "Made in Bahia" da marca Dona Flor, pegamos o Jorge na casa dele, e partimos pra lá. Gabriela é ex-tecladista do Seamus, de Taubaté. Uma gata gente finíssima. Criou com uns parceiros a Tronco Produções e tá armando vários shows, turnês, eventos e levando uma pá de banda pra tocar em tudo que é boteco do interior de São Paulo e de todo país. Aí que ela nos convidou. E a gente não diz "não" pra Gabi. Mas temos que confessar: quando ela falou que o Tony da Gatorra ía tocar também, aí que nós ficamos a fim mesmo. Tony é um artista singular. Um trovador ensandecido, Cabaret Voltaire Medieval, Cyber-Rasputin, gênio, louco, etc, etc. Qualquer adjetivo afetado desses é pouco para descrevê-lo. Gustavo AZ (Pale Sunday, Alma Mater) já nos tinha falado dele. André Ramiro (Ruído m/m) também. "Vocês precisam conhecer esse cara!". Eles tinham razão. E ó, se vc ainda não conhece ele, leia mais sobre esse extraordinário brasileiro aqui, ó. E aqui o blog e flickr dele. E assim foi. O Tony mandou ver suas letras de protesto contra a injustiça social, contra a OMB, contra o Lula, contra a guerra e contra toda a safadeza reinante no Mundo. Clics, Bóings, Tungs e Plécs disparavam da sua Gatorra, enquanto o Jorge dropava de telecaster. Foi lindo de ver e ouvir (até filmamos uns trechos - logo mais a gente "solta o frango" no YouTube). Tony desfilou algumas de suas Catilinárias:"Teu Nome é Prometeu", "Humano Verdade" e a autobiográfica "Meu Nome é Tony". Show de bola! (depois ele ia tocar no Divina Comédia, lá em Mogi das Cruzes. E deve ter causado lá também, claro). Depois tocamos nós. O sol nos ajudou. E o som tava bem legal também (caridade de quem nos detesta). Das pessoas que estavam no parque, algumas gostaram (e também tinha muita criança lá, ficaram dançando, batucando e zuando durante o show - igual quando tocamos lá no CICAs. Foi divertido pra caráleo!). Outros não gostaram muito não - e fizeram questão de demonstrar (o mais engraçado foi um cara que, logo que começamos a tocar, abriu um livro na nossa cara (!!!) e começou a ler. Bicho, o cara leu o show inteiro! Veja bem, sabemos que tem um monte de gente que é "anti-nóis" mesmo... E ó, tudo bem, a gente encara isso numa boa. De verdade. Pois é assim que tem de ser, nénão? Mas essa do livro foi a demonstração mais explícita de aversão... Pô, magoou!) Hahahahahah... Por fim, fomos brindados pelo som do Gigante Animal. Tocaram um punhado de belas canções - letras intimistas, tramas de guitarra e teclado com umas batidas muito originais. Veio à mente várias referências legais - Pavement, Afghan Whigs, Hierofante, Visitantes - e tudo com muita personalidade. E teve gente cantando as músicas dos caras do começo ao fim. ---------------------------------------------------------- - Pô cara, vocês tinham que estar tocando nessa E voltamos a ver o show. E rimos pra caralho, porque o vocalista da banda era a cara do Linari! (só que mais jovem e saudável)
Tâmozaí.
|
|||