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No K-Bar tem um palco, retornos bacana, mesa de som (dominada pelo brother Davi, que é do ControlZ e que também faz suas incursões pela música eletrônica. Se liga no som que Enfim, aí foram chegando vários amigos e personas cultuadas aqui da cidade de Ós. Tava a Pati Mori (que cantou uma pá de canção nova com a gente, firmeza Pati!), a Jú, Vânia, Suseli (que escreve coisas desse naipe: “Essa garoa, baixa temperatura, a alta cúpula, o baixo salário, a alta costura, essa baixa estima, esses altos e baixos, por aqui tá tudo bem, tá tudo mal, e tudo isso é normal...”,), tava também a Branca Mayara do grupo de teatro Lira dos Autos (daqui de Ós), que gravou um puta cd legal lá no estúdio do Bill e do Chicão. Tava o Neco (DAft-Punk-fritou-minha cabeça!), que toca com o Linari no Tio Américo, o Cyro (do Orgânica), o Rafael, Ricardinho, Gringo Star e mais uns irmãos lá do Km18, o Rodrigo Carneiro (Croner dos Michey Junkies, ator no filme Augustas, etc, etc, etc..benzadêus!), e vários outros amigos de roubadas e histórias de Osasco. Quando o Seamus passou o som já dava pra ver que eles causariam. Nêgo ficou tudo tipo “hum.. bacana isso aí, viu?”, “Vocês conhecem eles de onde?”, “Alto, né?”, e por aí foi... Pedro de baixo novo, Meteoro e Zé com seus inseparáveis copos e Bôi arranhando um Desconhece o rumo mas se vai.. Aí quando eles começaram o show já tinham meio que ganho um voto de confiança de vários ali. E foi assim o show inteiro. Não teve catarse na frente do palco. Nem teve gente pulando. Teve sim um som bom e alto. Um copo de uísque e umas cervejas no palco. E eles ali mandando ver sem pudor na frente daquela gente que até então eles não conheciam. Teve gente parada em pé e gente sentada, ouvindo e comentado à boca pequena: “de Taubaté? Legal...”. Poucos ouvidos, mas ouvidos muito atentos. Noite ganha, nénão compañeros? Depois Davi mandou vários sons. Nick Cave, Velvet Underground e outras coisas que permeiam nosso universo faziam o clima antes da gente tocar. No palco, o som tava bom, a voz legal e tinha até retorno. Parece que tava legal também pra galera. Disseram que tava alto, rolou umas microfonias, depois disseram que tava baixo, enfim, tudo normal.. As novas músicas tão encontrando o seu jeito ao vivo. Vamos acertando aqui, dando vacilos ali, mas no final tá rolando bem legal. Teve também umas incursões de Portishead enquando tudo se ajeitava. E foi assim até o final. Já era umas 3 da manhã quando começamos a desmontar tudo. Os amigos foram saindo e um a um parando pra trocar idéia com a gente e os Seamus. E eles conheceram várias lendas vivas ali, do batéra do Agatha até o autor da música do DeFalla “Caminha que aqui é de Osasco”. Ouve aqui. Depois de tudo isso os Seamus ainda dormiram por aqui e logo cedo foram pra um pastel na feira antes de pegar a estrada. Então é isso compañeros. Voltem sempre, a classe trabalhadora agradece a companhia e sua imensa brodagem. Ah, o Bôi colocou várias fotos no ar. Dá uma olhada. Até a próxima!
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