Caminha que aqui é de Osasco...

Seamus e La Carne (Osasco, 27.06.08)



O K-Bar fica em uma rua aqui em Osasco que tá meio que movimentando a galera da cidade. Tem bar de roque, pagode, axé, uma cachaçaria, casa do Açaí, e tudo isso atrás de uma faculdade. Imagina a muvuca. Mas como as aulas já se foram, tava sussa o lugar. O foda é que os hômi tão de marcação serrada e não pode parar carro nessa rua. Então, a gente teve que descarregar as tralhas e já mandar os carros pra um estacionamento ali perto.

No K-Bar tem um palco, retornos bacana, mesa de som (dominada pelo brother Davi, que é do ControlZ e que também faz suas incursões pela música eletrônica. Se liga no som que
o Davi faz
). Tem também umas mesinhas, dois banheiros, doses, porções e até um mesanino. E no palco você tem ao seu lado um vidro que consegue ver o que tá rolando na rua. Tem gente que olha pelo vidro, vê a banda, faz cara de espanto, cutuca o amigo, e vai pro bar do lado. Normal, né?

Aí que estávamos arrumando as coisas lá no K-Bar e liga os Seamus dizendo que já tavam em Osasco e que exigiam resgate senão não rolaria show porranenhuma. Então, diante desse argumento, dissemos pra eles que chegaríamos “num piscar de olhos”! - Não vem ao caso, mas sempre quis dizer isso, “num piscar de olhos”. Ou então, “homem ao mar!”, ou “parem as máquinas!”. Pô, coisa de criança que via só desenhos Hanna Barbera e seriados a lá Agente 86, Esquadrão Classe A e tals.. dá pra entender, nénão?

Enfim, aí foram chegando vários amigos e personas cultuadas aqui da cidade de Ós.

Tava a Pati Mori (que cantou uma pá de canção nova com a gente, firmeza Pati!), a , Vânia, Suseli (que escreve coisas desse naipe: “Essa garoa, baixa temperatura, a alta cúpula, o baixo salário, a alta costura, essa baixa estima, esses altos e baixos, por aqui tá tudo bem, tá tudo mal, e tudo isso é normal...”,), tava também a Branca Mayara do grupo de teatro Lira dos Autos (daqui de Ós), que gravou um puta cd legal lá no estúdio do Bill e do Chicão. Tava o Neco (DAft-Punk-fritou-minha cabeça!), que toca com o Linari no Tio Américo, o Cyro (do Orgânica), o Rafael, Ricardinho, Gringo Star e mais uns irmãos lá do Km18, o Rodrigo Carneiro (Croner dos Michey Junkies, ator no filme Augustas, etc, etc, etc..benzadêus!), e vários outros amigos de roubadas e histórias de Osasco.

Sim, no frigir dos ovos, era pouco gente. Mas gente que tava interessada em estar com os amigos e em ver e ouvir o som do Seamus. Legal, né?

Quando o Seamus passou o som já dava pra ver que eles causariam. Nêgo ficou tudo tipo “hum.. bacana isso aí, viu?”, “Vocês conhecem eles de onde?”, “Alto, né?”, e por aí foi... Pedro de baixo novo, Meteoro e com seus inseparáveis copos e Bôi arranhando um Desconhece o rumo mas se vai..

Aí quando eles começaram o show já tinham meio que ganho um voto de confiança de vários ali. E foi assim o show inteiro. Não teve catarse na frente do palco. Nem teve gente pulando. Teve sim um som bom e alto. Um copo de uísque e umas cervejas no palco. E eles ali mandando ver sem pudor na frente daquela gente que até então eles não conheciam. Teve gente parada em pé e gente sentada, ouvindo e comentado à boca pequena: “de Taubaté? Legal...”. Poucos ouvidos, mas ouvidos muito atentos. Noite ganha, nénão compañeros?

Depois Davi mandou vários sons. Nick Cave, Velvet Underground e outras coisas que permeiam nosso universo faziam o clima antes da gente tocar.

No palco, o som tava bom, a voz legal e tinha até retorno. Parece que tava legal também pra galera. Disseram que tava alto, rolou umas microfonias, depois disseram que tava baixo, enfim, tudo normal.. As novas músicas tão encontrando o seu jeito ao vivo. Vamos acertando aqui, dando vacilos ali, mas no final tá rolando bem legal. Teve também umas incursões de Portishead enquando tudo se ajeitava. E foi assim até o final.

Já era umas 3 da manhã quando começamos a desmontar tudo. Os amigos foram saindo e um a um parando pra trocar idéia com a gente e os Seamus. E eles conheceram várias lendas vivas ali, do batéra do Agatha até o autor da música do DeFalla “Caminha que aqui é de Osasco”. Ouve aqui.

Depois de tudo isso os Seamus ainda dormiram por aqui e logo cedo foram pra um pastel na feira antes de pegar a estrada.

Então é isso compañeros. Voltem sempre, a classe trabalhadora agradece a companhia e sua imensa brodagem.

Ah, o Bôi colocou várias fotos no ar. Dá uma olhada.

Tâmojunto, nénão?

Até a próxima!