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Vários amigos já tinham nos dito que a Livraria da Esquina era mó style. E como tendemos a acreditar nos amigos, então tava na cara que seria bacana. Quando chegamos lá, depois de nos perder, é claro, já estavam os mentecaptos as maquiladoras e uns dos 5prastantas. E ia chegando gente. E era 1 (hum) real. Aí é jogo sujo, né? Apareceram os onipresentes do Água Pesada, o RogerPAK e Carol, RG, Dióxidos, Jú, Seo Davi Macacos, Bill R, Pierre Maléfico, Fernanda D’Umbra, Eduardo, e por aí vai... Só brodagem. Jogo ganho logo na entrada. Lá tem umas prateleiras repletas de livros, cds, revistas, um bar classe A, uma pá de mesas, banquinhos, você pode ler enquanto bebe e fuma. Isso, vc pode fumar lá enquanto lê e não tem a patrulha contra os fumantes pra te dar lição de moral. Voltando. Quem abriu a noite foi o Mentecapto. E foi daquele jeito. Primeira nota maestro Zezinho: Tãnnn! – estoura a corda da guitarra. Na primeira batida de palheta. Aí já dava pra ver a avalanche que viria em seguida. Os caras tocaram com raiva e com gosto. E ainda com músicas novas! Você já se ligou que róla um duelo de guitarra ali, enquanto o Alê rodopia e a cozinha baixo-batera quebra tudo? E aí do rock cai pra um pagodinho sem vergonha e volta pra um momento Sonic Youth versus Mars Volta. Acho que essa analogia dá pra ter uma idéia do que eles causaram ali, né? Ou não. Se você não conhece, é melhor conferir ao vivo. Um show de abertura com o Mentacapto é um senhor cartão de visita. Ó os caras aqui, ó. Depois foi a vez dos La Carne. Bateria que teimava em sair correndo e teve de ser – literalmente - amarrada. Baixo gravão e alto. Guitarra em dois amplis, voz alta e um retorno bacana pra nós. Esquema, né? Rolou o “tava aqui pensando” e depois foi só sons novos. Quase todos. E que rolou mó bem, de verdade. E sem erros. Aeeee! Aí depois veio a Fernanda e fez backing vocal no “Mala Suerte”. Lá pelas tantas chamamos a Thania Maquiladora praquele momento PJ Harvey que a gente sempre escala a vocalista maquiladora. Ensaio? Pfff. Bóralá que vai tudo dar certo. Se não rolar, confie no álcool. E deu tudo certo. E ela mandou com uma propriedade que todo mundo ficou ali comentando a boca pequena no bar e nas mesas e nos cantos. Aí acabamos com aquela do “vê se faz o trampo direito, tenha vergonha na cara rapaz...’. E acabamos ali mesmo. Suados, quebrados e contentes pra caralho. Os 5prastantas mandou uma bluseira-rock-pop-bluesdenovo de responsa. Uns refrão cantandos pela galera que tava acompanhando eles e que ficou de pé e sacolejando até o último acorde. E eles vão pra fase final de festival, shows no interior, etc. Issae moçada. Bóra fazer um corre, certo? Já era umas 2 da manhã quando as Maquiladoras subiram pra fechar a noite. E ó, quem já viu sabe que elas são mais rock por nota do que muita banda de macho afetado. Um, dois, três e já! Andréa desce a mão na batera e a banda segue naquela pegada cantando sons pesados, leves, com guitarra, sem guitarra e sem medo de arriscar. Amigos que estavam com a gente diziam que estávamos certos quanto à nossa afirmação de que as Maquiladoras causariam uma puta boa impressão ali. E não deu outra. Ponto pra elas. Aí já era umas 3 da manhã. De quinta-feira. E o restante do dia foi difícil e cansativo. Mas a cabeça tava boa. Muito boa. E ainda chegavam emails e mensagens de amigos dizendo que foi massa na Livraria, gente colocando posts em blog, vídeos do show, mandando foto, etc. Pois é, e é como dizia o seu Henry Chinaski, sobre o fato de que você não aprende nada e não enxerga coisa alguma a não ser que você vibre com isso. E na quinta de madrugada tava todo mundo ali, na mesma pegada, sozinhos no sistema e abrindo a golpes de facão o seu caminho. E é por isso que deu tudo certo. Valeu amigos. Em breve nos vemos pelas quebradas desse mundaréu. FIM
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