JUNDIAÍ - SP

10.04.2011


Debaixo de uma chuva muito chuvosa, daquelas com o limpador de parabrisa a milhão, pegamos a Anhanguera rumo a Jundiaí.

Era a primeira vez que tocaríamos na cidade e a gente tava naquele misto de ansiedade e “putaquepariu-chuva-da-porra”.

O lance era a comemoração do primeiro ano do Rua Livre, evento organizado pelos caras do Grupo Zama e do Cineclube Consciência e que trazem diversos tipos de expressão artística, de grátis, pra se apresentar na rua Elias Fausto. Tem cinema, teatro, música, poesia, fotografia e o que aparecer mais pro evento.

Quando chegamos de pronto encontramos o Filipe, nosso anfitrião. Mesmo depois de estar desde cedo agilizando os corres pro evento (que começou lá pelas 16h), o cara ainda tava numa simpatia só e fez questão de nos mostrar o local e nos apresentar pra galera.

Claro, por causa da chuva tiveram de tirar o evento da rua e aí teve de rolar dentro da escola. Os shows, no caso, foram dentro de uma sala de aula, com quadro negro ao fundo, cadeiras afastadas e tudo mais. Aí tinha um pequeno palco, com os amplis ali mesmo, banda no chão, bateria microfonada, luz de boate e tals. 

Total “School’s out for Summer”. Classe!

Já que a gente chegou meio tarde em Jundiaí, não tivemos oportunidade de conferir tudo que rolou no evento - Sorry felás, a gente sente muito. Ano que vem tâmozaí de novo pra atazanar vossas paciência, ok? Mas, se foi na mesma pegada do ano passado, com certeza foi uma festa classe A! Se liga nos vídeos do evento do ano passado. Aqui e aqui.

Depois de conhecermos os caras do Cães Ilustres (que são lá de Campo Limpo Paulista), a gente ficou ali tomando umas cagibrina e trocando idéia.

Logo na sequência os caras começaram o show e a gente colou pra assistir. O som tava bom, a galera foi colando e se ajeitando na sala e os cães representaram com responsa o som.    

E era uma cena bacana você ver a sala toda de perna pro ar e ali na frente uma banda tocando e as pessoas esparramadas com suas latas e ao fundo uma mesa que vendia bebida e salgadinho.

Depois foi a nossa vez. Pô, e rolou legal, viu? Foi meiorínha com som alto e vocal bacana. Classe!

Após todo esse tempo pelas quebradas do mundaréu, tocar em uma escola, pra um monte de gente até então desconhecida, e com aquele cenário meio caótico dentro da sala, foi algo até que bacana, saca?

Veja bem, o lance em si de “tocar em uma escola” não é nem um pouco relevante – na nossa modesta e suspeita opinião, claro. O barato ali era encontrar gente que acredita em uma idéia e faz das tripas coração pra ela acontecer.

E como tem gente assim por aí, nénão? Pra cada acomodado que fica reclamando que não tem nada rolando e que fica xingando o sistema, tem um que vai lá e organiza um evento e chama gente e ainda tem a pachorra de não cobrar entrada. Como diria o Paulo Henrique Amorim – “Que horror!”.

Pois é, e o Rua Livre tá indo nessa pegada. Cultura pra região e alimento na alma de todo mundo. Sensacional!

E ano que vem, com chuva, geada ou Sol escaldante, com certeza vai ter mais.

Um brinde e vida longa compañeros.


Power to the people!