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FLORIANÓPOLIS - SC
Saímos de Curitiba lá pelas 2 da tarde. Carlão Zubek nos escoltou até a saída da cidade. Demos um salve pra Curitiba e seguimos rumo a Floripa.
Lá pelas tantas, depois de um puta sol, choveu tanto que não dava pra ver 3 metros à frente. E a gente na bota do carro dos PAK, vai vendo. Depois, parou a chuva e abriu dois (isso mesmo!), dois arco-íris. Incrível. Depois paramos na estrada pra comer-beber-fumar algo.
Quando chegamos em Floripa ficamos seguindo o Roger que ficava dando voltas e voltas pela cidade. Aí encontramos nosso anfitrião Dani-sangue-bom que nos guiou pro pico do show e pra um rango.
A casa era literalmente em frente à Lagoa. Vizú classe A! Tinha dois andares, um bar bacana, e no piso superior uns sofás pra esticar os esqueletos e nos banheiros tinha uma pá de recorte de jornal falando do Avaí, o time da cidade.
Nisso começou a chegar os caras das bandas. Rolamos uma idéia com eles, com o dono do pico e o barman (é, os dois pareciam meios estressados, mas até aí, sussa.). Só ouvi o cara dizendo algo do tipo “Então, não faço a menor idéia de como ligar isso aí...”. Isso aí, era a mesa de som... Ixi.. (pensei com meus butão)
Depois cada um foi pra um canto bater um rango. A gente que já é bem velhinho ficamos por ali perto mesmo e matamos umas breja com torta de palmito e coxinha (claaaro, né?). Depois sentamos na frente no pico olhando o mar e rachando o bico da situação.
Quando começaram os shows não tinha muita gente não. O Chilindrina Bullyng abriu a noite com seu som decafônico, com Barnabés, Patifes, Ramones e outras coisas. Classe! Mandaram só sons deles e com uma propriedade fudida.
Depois veio os Apicultores Clandestinos. E aí que os caras tocam um surf music, um hardocore, um groove, tudo junto. Bem bacana. Só que adicione a isso o fato deles tocarem vestidos de Apicultores. (?!) Isso mesmo, imagina tocar bateria, baixo e guitarra com um troço daqueles. Os cara vez ou outra tinham que levantar a porra daquele capacete e virar uns gole de cerveja pra agüentar o calor. Embassado ao extremo. Mas ó, classe o som.
Entre uma banda e outra, levamos uma idéia com o dono do lugar – que a essa altura descobrimos que era francês, argelino, peruano, boliviano.. – Ilegal! (diria o Mano Chao.. hahah) algo assim. Sim, ele era meio mal humorado mesmo. Francês? Mal humorado? Ah vá...
Aí que o PAK começou o seu show e a casa deu aquela tremida básica. O som que saía dos equipos tava meia boca, mas os PAK, com sua energia costumeira, mandaram ver sem dó. Tinha gente que tava lá fora e veio ver o motivo daquela balbúrdia. E, na mesma pegada lá de Curitiba, eles mandaram um som de responsa com uma energia e vontade de dar inveja.
Pra fechar a festa escalaram a gente. Subimos lá e ligamos tudo e uma galera foi embora e outra ficou e outros olhavam e voltavam pra fora com seus copos de cerveja na mão. De novo, o som tava sofrível. Mas acho era um sofrível mais pra gente ali no palco, porque parece que pra galera até que rolou, já que uns vieram e mandaram um salve e cantaram umas musicas e disseram que foi bem bacana.
Quando acabamos tava uma chuva da porra. Não dava pra sair e colocar as tralhas no carro. E o dono do lugar, com seu peculiar bom humor, queria fechar o pico. Ficava pilhando a gente pra guardar as coisas, que tinha de ir embora, que a chuva tava parando, etc, etc. Nosso guru Roger PAK disse “ninguém se mexe. Que se foda!” Aí, achamos que ele tinha razão e não arredamos o pé e só começamos a nos mexar quando deu pra colocar os carros na porta do bar.
E foi uma cena bonita de se ver. A gente carregando os carros, as pessoas indo embora, a chuva fraquinha, o francês de cara amarrada, a Lagoa brilhando o dono indo embora e o dia amanhecendo.
Depois nos dividimos e foi os La Carnes pra casa do Dani e os PAK pra outra casa. Na casa do Dani, repousamos os esqueletos em um quarto que tinha pôster do Husker Du, fotos do Leminsky, livros de som e letras de música. E tinha pregado na parede a letra de “Vane, Vane”, do Ludovic. Ó que moleque cabulozo, esse Dani.
Lá pelo meio-dia, com chuva na cabeça e graças a mãe-gente-finísima-do-Dani batemos um café com bolo e saímos pra encontrar os PAK pra pegar a estrada. Claro, todos ainda estavam dormindo e sonhando e olhando o mar e rezando pra parar de chover porque depois iam na praia e iam comer e iam na casa do tio do Roitman levar uns charutos que ele tinha trazido de presente.
Nossos corpos desgastados pediam um regresso e achamos melhor cair fora porque, definitivamente, não dá pra acompanhar uns meliantes como os PAK. Sim, claro que demoramos pra chegar, pegamos chuva, trânsito, carros capotados, caminhões batidos, neblina e tudo mais no caminho de volta.
Mas ó, valeu a pena cada quilômetro rodado.
E vale muito mais a pena conhecer caras como os PAK, Folhetim, Gruvox, Chilindrina, Apicultores, etc, etc, etc que nos permitem fazer esses rolês e ir pra todo o canto e buraco desse mundaréu.
Hasta la vitoria, compañeros!
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Quer saber como foi o show em Curitiba? Aqui, ó:
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