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Depois de um puta trânsito na Marginal-acaba-com-qualquer-humor-Tietê, pegamos a Dutra e aí foi a hora de sacarmos o mp3 e ouvir os sons do Somata. Começou com Digitez, depois Fields, Way back, e mais um monte de coisa lá do Trama Virtual. Mas Digitez é foda. E tenho dito. Tem aquele lance raivoso, saca? A hora que você acha que vai abaixar a bola os cara pegam e vem com pesada no peito. Isso não se faz. Jogo sujo. Porque jogo sujo? Porra, a gente tava indo tocar com os caras. E pra segurar a onda no palco depois (ou antes) de uma catarse sonora dessas? A gente se olhava no carro e cada um a seu modo mandava um silencioso olhar de desespero. Gado indo pro abate, literalmente. Após a perdida básica pra chegar no Divina Comédia, descarregamos as coisas e fomos bater uma esfiha-bolinhodebacalhau-cerveja ali perto. A rua tava vazia, só nosso carro e mais um. E já eram mais de 23h. Ixi, viria gente? Aí, pra fuder com o ânimo da classe trabalhadora, pinta uma ligação e ficamos sabendo que teríamos de sair rapidinho depois do show por causa de um compromisso com um dos lacarnes. Acontece. Paciência, nénão? Quando voltamos do rango, a rua tava tomada, carro pra caralho, gente na porta, uma pá de amigo chegando de todo lado. Tinha os ex-Mentecapto, Maquiladoras, Flegma, Hierofante, Vício Primavera, Cafetones, amigos do Campus VI, etc, etc, etc. E vieram até nossos queridos irmãos perdidos de Taubaté, seo Fernando Lalli, Meteoro e Vinícius. Só gente que faz... Nisso chega Regis Somata e diz que tava sem o baixo e se nós poderíamos fazer a préza de emprestar o dito cujo. Claro, sem problemas! Ops. Sorry, problemas sim, não vai dar mano. É que temos que sair voado daqui, e blá, blá, blá. Foda. Que eu me lembre, nunca passamos por um lance assim de ter que tocar e sair a milhão. Mas não tinha jeito. Perdão félas, não foi por mal não. Tú sabes disso. Só que aí o Regis, agilizado total, já foi se arrumando e em pouquíssimo tempo tava tudo certo. Aí entramos no Divina e já tava meio que apinhado de gente. Pegamos uns bebes, cerramos um cigarrinho importado do Meteoro e ficamos ali caçoando da má sorte. E a porta só ia abrindo e entrando gente. Legal. Depois daquela negociação democrática (?), na qual a única opção do Somata foi deixar a gente abrir, fomos lá dar os primeiros acordes e fazer o microfone apitar insistentemente. Foi um show rápido. Alto e rápido. Enquanto tocávamos os amigos ficavam ali se revezando entre cantar e dar um help na mesa de som. Essa brodagem em Mogi que nos desconcerta. Do caralho. Londres está uma merda. Osasco está uma merda. Mas Mogi está legal. Acreditem! Depois do show ficamos ali circulando só pra tomar a última antes de pegar a estrada. E vendemos uns cds. E conhecemos gente nova. E bandas novas. E levantamos um brinde ao Somata. E agradecemos profundamente pelo convite. E mais uma vez nos desculpamos por ter de sair naquela hora. Sim, não é encheção de lingüiça, a gente sentiu muito por isso. Viemos ouvindo os caras no carro e ficamos ansiosos por vê-los ao vivo. Mas, a despeito dessa pisada de bola, mais uma vez o show em Mogi foi firmeza total. Não sei, mas acho que deve ser a água ali que é diferente. No carro tentamos, mas não conseguimos, nos lembrar de uma única vez que tenha dado algo de errado em um show ali. Bacana, né? Depois, claro, soubemos que o Somata fez um show fuderoso. Tava na cara. E agora nossa meta é trazê-los pra cá. Nossa assessoria de imprensa Tabajara já está se mexendo e fazendo os primeiros contatos. Em breve novidades, ok? Valeu a préza, amigos!
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