CURITIBA – 30.04.11
(Humanish, Folhetim Urbano e La Carne – no Peppers)

Depois do show acústico do dia anterior, lá no Jokers, a gente ficou de boa só curtindo a estadia na casa do Eduzinho. (o show do Jokers foi assim, ó).

Ah, sobre esse “de boa” entenda-se: dormindo até tarde, vendo filmes, tocando violão, fazendo churrasquinho, tomando umas cana e se esparramando pelos cantos. Toda essa “concentração” era pra gente se preparar pro show de logo mais a noite, no Peppers, ao lado do Humanish e do Folhetim Urbano.

E o show foi assim:

Era mazomêno umas 20h quando fomos pra passagem de som no Peppers. Chegamos lá e o Folhetim já estava nos trabalhos e enquanto isso ficamos ali de idéia com os caras do Humanish.        

Depois rumanos pra um bar ali perto. Ali, entre diversos amigos, encontramos também o Flavio do Gruvox, Rubens K e até o Léo Vinhas, que veio na correria e tinha acabado de chegar de São Paulo pra curtir a festa.

O lugar tinha um tal choop preto, meio artesanal e tal. Coisa linda. E aí não deu outra, né? Copos de choop na mão, Léo Vinhas e sua aula sobre Carlos Imperial, Rubens K trazendo mais um choop a cada 10 minutos e Renatinho tentando ensinar mais um truque de boteco aprendido das suas andanças pelo mundaréu.

Quando voltamos pro Peppers era umas 23h. Lá dentro já tinha uma galera e aí ficamos sacando como era o local. Ali é onde era o antigo Motorrad, lugar que foi nosso primeiro show em Curitiba. Lá no Rock de Inverno. O que não rolou, lembra? (aqui, ó).

Quem abriu os trabalhos foi o Humanish. Duas guitarras, teclado e bateria. Uma das guitarras oitavada fazia as vezes do baixo. E quando ela não fazia, quem virava baixo era o teclado. Interessante a proposta dos caras, viu? E junta que o som ainda tava uma beleza, aí já viu. Mandaram muito bem. Em breve eles estarão aqui na Gothan-City e todo mundo vai ter oportunidade de ver ao vivo. Classe A! Ouça eles aqui!

Depois foi a gente.

E ó, sem sobra de dúvida, esse foi um dos shows mais bacanas que fizemos em Curitiba. Claro, das outras vezes que estivemos lá, cada uma teve seu momento especial, as bandas, as festas e os amigos. Todos sempre serão marcantes pra gente. Mas dessa vez foi foda. Desde conversas lá no fumódromo com gente que tinha ido ali pra nos ver pela primeira vez (que nem o Lique), até durante o show com nêgo pedindo música, cantando, subindo no palco, jogando cerveja, filmando e fotografando. É baderna, baby! O final teve Jukebox com palco cheio, discurso, a gente se escorando pra tocar e gritos de “fala pro pai que eu tô legal”. Se você tem Facebook, aqui tem um vídeo na página do Renatinho. Inesquecível.

Quando a gente tava no Fumódromo, ouvimos os primeiros acordes do Folhetim e saímos em disparada pra pista pra ver de perto aquele que seria – reza a lenda – a última apresentação dos caras. A banda vai dar um tempo e enquanto isso cada um já tá se agilizando nos projetos paralelos. É, mas sei não, viu? Pelo que vimos ali, eles ainda tem muito lenha pra queimar e essa história de “tempo” soa mais como estratégia de marketing. Saca aqueles papinho de jornalista da imprensa musical que vem e diz que o disco de tal artista “vazou” na internet.

Sei. Vazou. Ok.  Acredito.

Enfim, o lance é que o Folhetim fez um show bacanudo e se é de despedida ou não, eles que se virem com isso. Porque vai ter nêgo cobrando dos caras: “Como assim? A banda tá firmeza, o som tá redondinho, o disco acabou de sair e agora vão dar um tempo?”. Pelas conversas que tivemos por ali, essa história ainda vai dar pano pra manga. Até porque, com um final de show daqueles, com um monte de amigo participando das músicas, seja tocando, dançando ou cantando, eles tem um problemão nas mãos. Te vira Folhetim! Já tem até um movimento rolando que diz mazomêno isso:

“Já vai? Fica. Vai ter Folhetim!”.

\0/

E foi assim.


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Então, mais uma vez, agradecemos do fundo dos nossos trôpegos corações toda a brodagem. Esperamos algum dia poder retribuir tudo isso, ok?

Um brinde compañeros!

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Ah, e lá no Blog de Inverno tem vários vídeos dos shows em Curitiba.

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Cólalá.